domingo, 7 de dezembro de 2008

Não é magia nem fantasia. É arte pura... É a arte da dobradura.

O Valor Pedagógico do Origami
O valor pedagógico do origami se faz sentir uma vez que as figuras poderão ser utilizadas como ilustração de matérias interdisciplinares, tornando-se assim um excelente recurso pedagógico.
As dobraduras mais simples são possíveis de serem feitas pelas crianças, as quais se sentirão realizadas pelo fato de elas mesmas construírem seu próprio brinquedo.
Muitas pessoas não percebem quanta informação existe nos trabalhos feitos de origami. Existem vários livros e artigos publicados sobre esse assunto. Na verdade, muitos criadores dos trabalhos de origami, tanto nos Estados Unidos, Japão, Rússia e outros países são matemáticos, físicos e outros cientistas. Para citar alguns: Robert Lang, Jun Maekawa, Toshikazi Kawasaki, Thornas Hull, etc.

Usar o origami em atividades de sala de aula será o mesmo que plantar e colher as semente do pensamento geométrico. Muitos conceitos geométricos estão inseridos nas dobraduras. Compreender os conceitos envolvidos e a forma com que o aluno os assimila, permite ao professor as atividades que serão ricas em exploração, aplicação, representação, comunicação e raciocínio lógico matemático.
O origami proporciona uma atividade atraente e motivadora, onde os alunos podem desenvolver sua experimentação geométrica e a visão espacial, além de inúmeros outros benefícios.

Dobra aqui, dobra ali, eis que o origami chega ao Brasil

A introdução da arte da dobradura em terras brasileiras deve-se aos colonizadores portugueses,e também à chegada, durante o império, de preceptores europeus que aqui vieram orientar as crianças das famílias ricas.
No Brasil fomos ainda mais beneficiados na aprendizagem do origami pela grande contribuição trazida pelos imigrantes japoneses, principalmente nos estados de São Paulo e Paraná. Essa influência se mantém viva até os dias de hoje, através, inclusive, das promoções da Aliança Cultural Brasil-Japão, que regularmente realiza cursos de origami, trazendo, até mesmo, especialistas japoneses ao nosso país.
De uma forma ou de outra, há sempre alguém que ainda saiba ou se lembre de já ter feito certas dobraduras tradicionais como aviões, chapéus de soldado que se transformam em barcos, unhas de gato, balões, sapos e copos.

Texto extraído do livro: A Magia das Dobraduras.
De Lena Aschenbanch, Ivani Fazenda e Maria Elias. Editora Scipione.


Aproveitando esse riquíssimo e fascinante mundo da dobradura, produzimos com os alunos de 2ª série um livro onde as personagens foram feitas de origami.
Primeiramente criamos as histórias, algumas coletivas e outras individuais, para depois fazermos as ilustrações com origami. Cada crianças ilustrou o seu livro.


Experiência marcante, prazerosa e indiscutivelmente, educativa.


Dobradura

Pegue um papel, dobre no meio,
Junte dois cantos com precisão.
Depois amasse, puxe e shazam!
Não sei de onde surgiu um leão!

Depois um galo, depois um peixe,
Olha um cavalo, mais que loucura!
Depois um sapo, um rato, um gato,
Depois um cisne, qualquer figura.

Não é magia nem fantasia,
Nem imaginação nem diabrura.
É coisa fina, é arte pura,
É brincadeira de dobradura.

E se alguém grita: - Não conhecia!
Logo respondo: - A vida é dura!
Como é que pode uma pessoa
Tão desligada, tão sem cultura.

Que vá a escola, toda falante,
Banque a estudante, na cara dura,
Entre na classe, sente, levante,
Mas não conheça nem dobradura?

(Aqui pra nós, esse é o meu caso),
Pois não conheço nem sei fazer.
Por isso chega, cadê o papel,
Estou com pressa, quero aprender).

Ricardo Azevedo

2 comentários:

Educandarte disse...

Professora Will,

parabéns pelo trabalho com origami.
Realmente é uma prazerosa forma de se abordar a leitura e a produção, pois estimula a criatividade e a imaginação.

Rafaela disse...

Professora Will,

É com muita alegria que visito o seu blog!
A partir dele posso ver o seu trabalho sistematizado e registrado de uma maneira tão atual utilizando recursos da internet.

Parabéns pela iniciativa!

Um beijo,

Rafaela